Atualizando coleções

Algumas considerações sobre o fato de colecionar cutelaria:
Primeiro, a quantidade:
Pela minha experiência e opinião, o ato de colecionar é uma forma de aprendizado constante sobre o objeto do colecionismo. Numa primeira fase o colecionador quer comprar tudo o que vê e pode, depois com o tempo aprende a valorizar a qualidade em detrimento da quantidade. Neste primeiro estágio ele consegue ter em mãos muitos canivetes (mas poderiam ser relógios, isqueiros, miniaturas, etc.) e assim tem condições de compará-los e estudá-los com calma. Nesta fase inicia-se o aprendizado sobre os materiais empregados, técnicas de construção, histórico do criador da peça, etc.
Segundo, a qualidade:
Depois de um tempo naturalmente ele passa para a segunda fase, valorizar a qualidade ao invés da quantidade. Aqui sua procura é maior por informações, pois com estas consegue entender e apreciar a qualidade da sua coleção. Conhece também o histórico de cada peça, sabendo diferenciar uma peça produzida em quantidade limitada de outra que será produzida aos milhares durante muitos e muitos anos. Agora ele quer o melhor de cada categoria, e com isto suas aquisições ficam mais seletivas.
Agora o colecionador olha para sua coleção e sabe dizer na hora quais peças são mais elaboradas, ou raras, de outras que já não satisfazem sua exigência de qualidade ou estilo.
Terceira, o estilo ou padrão de coleção:
Surge então um padrão, ou estilo, para sua coleção. Ele começa a organizar sua coleção em um único, ou vários, temas; Facas de combate, peças artesanais, peças raras, peças de um único fabricante, etc, etc…
E, lógicamente, tenta depurar sua coleção inicial, trocando ou vendendo peças que já não são tão importantes para ele, que já não preenchem os requisitos de sua nova coleção em formação.
Quarto, a venda do que sobrou:
Agora, o que fazer com as peças que já não interessam na nova coleção, ou nova organização de sua coleção? Vende-las ou troca-las parece ser o caminho lógico, mas onde?
Quando eu era moleque de 10 – 12 anos, eu pegava todas as revistinhas em quadrinhos que eu tinha e ia para a frente do cinema (ou matiné, como se dizia na época) e as trocava com os outros garotos. (Só mantive as revistas do Buck Jones, Fantasma, Tarzan e Almanaques Tio Patinhas).
Mas com lâminas não é tão fácil assim, principalmente na minha (ou nossa) idade atual. Provavelmente um bando de marmanjos trocando facas ou canivetes num bar ou esquina despertaria rapidamente a curiosidade da Polícia.
Por esta razão, e por sugestão do Marcelo Pereira e outros colecionadores, a Taymo vai abrir um espaço para vender peças de segunda mão que por acaso alguns colecionadores queiram colocar à venda visando abrir espaço para novas aquisições.
Mas porque escrever tanto para dizer isto? Simples, eu quero deixar bem claro que as peças oferecidas são procedentes de outras coleções e não são novas (compradas diretamente das cutelarias) como as vendidas normalmente na Taymo.
Eu não gosto da palavra “segunda-mão”, mas não acho outra melhor agora. Se alguém tiver uma boa sugestão, eu aceito e agradeço. Em inglês existe a expressão “pre-owned” (que já pertenceu à alguém), mas eu não conheço expressão semelhante em português.
O preço será feito pelo mercado, peças ainda em produção terão um deságio em relação ao preço de lista atual.
As mais raras, ou fora de produção, serão oferecidas em forma de leilão para que todos tenham chances de conhece-las e adquiri-las. Obviamente, já que a Taymo não é uma organização sem fins lucrativos e nem tem vínculo com partidos politicos, haverá uma comissão sobre a venda.
Farei uma experiência esta semana com a oferta de algumas peças e conforme as sugestões forem surgindo, tentarei aprimorar o sistema.
Novamente, agradeço a todos que quiserem colaborar mandando sugestões.
Se alguém quiser colocar alguma peça à venda, por favor me contate via email.
A única condição para que este sistema funcione é que ele seja transparente a todos.
Abraços
Mauro
19 de Maio de 2008 @ 10:35
Excelente iniciativa Mauro.
Colecionadores iniciantes assim como eu, terão chance de adquirir boas peças agora.
19 de Maio de 2008 @ 11:10
Parabéns por mais uma iniciativa excelente, Mauro.
19 de Maio de 2008 @ 13:50
Parabéns pela iniciativa, Mauro.
A Taymo, como sempre, é inovadora e atuante.
19 de Maio de 2008 @ 17:53
Parabéns! Ótima idéia!
19 de Maio de 2008 @ 18:16
Ola Mauro.
Parabéns pela idéia, muito boa mesmo. Isto aproximara ainda mais as pessoas que gostam e apreciam a cutelaria, fora que permitira um intercâmbio de informações ainda maior, fora a possibilidades de novas amizades na area de cutelaria.
Teria alguns comentarios:
- sua comissão sobre a venda de qualquer peça é justissima!!!
- como falaste anteriormente, acho que o termo segunda mão tem uma conotação um pouco pejorativa associada, o que poderia acabar depreciando o valor de uma peça;
- acho que a melhor definição seria não traduzir pre-owned, o que significaria apenas segundo dono, não dando margem a interpretações como: peça usada, de ma qualidade etc…
- poderia abrir uma terceira categoria (foras as 1 pre-owned, 2 peças raras ou fora de produção/leilão) com peças usadas ou com defeito, não sei, esta seria apenas se começassem a surgir peças neste nivel. Muitas vezes as pessoas gostariam de usar certas peças mas não querem usar as peças de sua coleção, comprando uma peça usada (mas em boas condições, claro) abriria esta possibilidade, e também, peças defeituosas poderiam ser utilizadas como fontes de peças para reparo (clipe, parafusos etc….)
Abraços,
19 de Maio de 2008 @ 18:38
Caro Alexandro,
Somente duas cutelarias, que eu saiba, comercializam peças com pequenos defeitos cosméticos (que não prejudicam a performance da peça), a Cold Steel e Remington. A Cold Steel anuncia por um preço menor em seu próprio site as peças que são rejeitadas pelo seu controle de qualidade. A Remington coloca um “X” em cima do seu nome na lâmina para indicar a mesma situação.
Quanto ao restante, obrigado pelas sugestões.
19 de Maio de 2008 @ 22:43
Excelente…inovador como sempre….pelo jeito, nós vamos poder divertirmo-nos bastante com essa nova faceta da TAYMO.
20 de Maio de 2008 @ 07:33
Caro Mauro,
Como sempre uma excelente indéia. Espero que surjam várias peças e que a iniciativa não seja restrita aos produtos da cutelaria industrial, tendo também a disposição peças custom de nossos cuteleiro nacionais, assim estaríamos dando um imenso incentivo à produção artesanal de nosso pais, que diga-se de passagem é muito boa. Boa Sorte.
20 de Maio de 2008 @ 07:48
Mauro,
Só para efeito de classificação da condição das peças acho que você deveria criar uma escala de 5 a 10 para esta classificicação. Assim quando recebesse uma peça “pre owned” poderia atribuir a ela uma nota que nos daria a idéia da condição em que ela se encontra.
Abraços
20 de Maio de 2008 @ 20:09
Grande idéia Mauro, é a Taymo na vanguarda.
Que venham as peças.
Abraços
20 de Maio de 2008 @ 20:59
Parabéns Grande Mauro, beleza de iniciativa, “tô dentro” vamos mexer nas gavetas, rsrsrs, Spydercos são bem vindos, Abraços a todos.
20 de Maio de 2008 @ 22:14
Ótima iniciativa!
Seria bem interessante dar prioridade as peças artesanais, pois são essas que possuem o maior valor colacionável.
21 de Maio de 2008 @ 23:08
http://www.youtube.com/watch?v=VZMh_WTIFjs
Para os afisurados no spyderco military.
Um abraco a todos.
6 de Junho de 2008 @ 22:42
Excelente idéia, Mauro. Acho que minha trajetória como colecionador tem muita semelhança com a descrição que você fez. Além disso, comprei, ao longo do período em que nos conhecemos várias peças, seja industriais, seja artesanais, tanto novas como “pre-owned” de suas competentes mãos.
Ao longo do tempo acumulei peças que não se enquadram no foco atual de minha coleção, mas não sendo um comerciante nato, não tenho como transformá-las em peças de meu interesse.
Agora vejo uma possibilidade de fazê-lo de forma a suprir outro colecionador com peças que porventura lhe interessem e ao mesmo tempo melhorar meu acervo, sem gastos excessivos.
Parabens pela iniciativa!
Alfredo Pallavicini