G-10 ou titânio na lâmina?

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Fotografia de facas feitas em titânio pela Mission Knives.

Nesses dias neuróticos de hoje em dia e politicamente imbecis, onde encontramos detetores de metal nos locais mais inusitados, a necessidade de lâminas “invisíveis” se torna cada vez mais presente a fim de se evitar situações desconfortáveis.
Para tanto, as facas confeccionadas no material sintético G 10 ou mesmo em titânio são a solução, pois não apresentam assinatura magnética.
Entretanto, se por um lado o G 10 é barato, as lâminas só apresentam eficiência para corte se forem serrilhadas. Já o titânio corta feito aço, mas é bem mais caro.
O que vocês pensam sobre isso?”

Obrigado e um abraço.

Marcelo Pereira

16 respostas para “ G-10 ou titânio na lâmina? ”

  1. Marcio Kurvar disse:

    PRA MIM ISSO É OS NOVOS TEMPOS DE MODERNIDADE NA CUTELARIA.
    DESDE JA AGRADEÇO A TODOS.

  2. Antonio Alberghini disse:

    Eu não concordo sobre o fato que o titanio corte como o aço. Eu tenho um jogo de talheres em titanio, onde a faca não corta nada, nem adianta afiar que não pega assim como outros objetos e as características parecem mais do alumínio que do aço, agora se existem outras ligas de titaniio, mais endurecidas não sei.
    Na minha opinião o titanio poderia dar bons objetos perfurantes, mas para obter corte, creio que a ceramica seja a solução.

  3. Marcelo Pereira disse:

    A questão da afiação depende mais do material empregado para desbaste do que da lâmina em si, pois mesmo facas de aço podem ser bem difíceis de afiar. A solução está nos afiadores diamantados, ou seja, com pó de diamante impregnado, que desgastam qualquer material.

  4. Antonio Alberghini disse:

    Mas na minha opinião o problema do titânio não é sua excessiva dureza que dificultaria a afiação, o problema é sua excesiva…moleza! Quando uso os talheres de titanio eles deixam marcas na cerâmica do prato como fossem lapís.
    Agora repito estas facas da Missions devem ser de outra liga, mas também no caso delas o que importa é sua completa amagneticidade, creio eu para um uso em minas, esquadrão anti-bomba, etc.
    Quanto ao fato da utilidade de lâminas não detectáveis e sua portabilidade eu tenho minhas ressalvas, imaginem uma lâmina dessa passa no detector, ou seja entra numa área onde não deveria e por um acaso do destino seja feita uma revista manual….qual seria a reação ao achar a faca (ainda mais uma faca indetectável, num lugar restrito)?!? Não me atrevo a pensar nesta possibilidade!

  5. Marcelo Pereira disse:

    Concordo em termos, no que se refere a locais efetivamente restritos, como numa aeronave comercial. Nesses tempos de terrorismo, não embarco em aviões de carreira portando qualquer arma exatamente por conta da possibilidade de ser mal interpretado.
    Entretanto, penso ser um absurdo que qualquer um entenda cabível querer me revistar, seja lá por que meio. Não admito que indivíduos pensando serem autoridades coloquem detetores de metal onde bem entenderem, o que configura um abuso e um atentado à minha intimidade. Outro dia mesmo vi uma porta com detetor de metal no Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo! O que esses camaradas pensam da vida? Será que pensam serem autoridades públicas ameaçadas pelo crime organizado? Será que pensam exercerem algum tipo de poder? Pessoalmente entendo que são “politicamente imbecis”, assim como são também os administradores da Fundação Oscar Americano, os da Fundação Armando Álvares Penteado, e todos os particulares que pensam representar o Poder Público de alguma maneira, como se tivessem legitimidade para tanto.
    Ora, uma coisa é impedir o acesso de pessoas armadas ao interior de uma aeronave comercial, ao prédio do Fórum ou ao gabinete do Presidente da República. Resta evidente a razoável motivação de segurança pública para tanto, sendo que ninguém de bom senso contesta tal providência.
    Outra situação bem diferente é um mero particular acreditar que exerce poder sobre as pessoas, como se estas estivessem submetidas a algum tipo de fiscalização desses pretenciosos.
    Exatamente por isso é que se torna irritante frequentar vários locais atualmente; daí porque as lâminas “invisíveis” são convenientes para se evitarem situações de constrangimento. Evita-se assim que você tenha que explicar para o “segurança” que não é da conta dele se você está ou não portando algum tipo de arma, e que nem ele e nem o seu patrão “metido à besta” tem qualquer tipo de poder de polícia sobre as pessoas.
    No fundo, sempre que admitirmos ou consentirmos que um “mané” viole nossa individualidade, estaremos indiretamente permitindo que as verdadeiras autoridades públicas façam muito pior…
    Contudo, como não dá para ficar brigando em cada esquina, às vezes soluções como a da faca sem assinatura magnética são convenientes.

  6. Leandro Garcia disse:

    Respeito profundamente a opinião do Marcelo Pereira, mas discordo em alguns pontos.

    Acredito que o “buraco é mais embaixo”. Acho que o fato de entidades ou prédios particulares instalarem portas detectoras de metal em suas entradas nada tem a ver com o aspecto deles pensarem ser autoridades públicas, mas sim com o FATO de nossa segurança pública ser deficiente.

    Um exemplo: meu tio é dono de uma empresa (empresa particular) e sofreu um assalto, ficando com um cano de uma pistola .380 na cabeça durante mais de uma hora. Hoje ele instalou uma porta detectora de metal na entrada da firma, e ninguém mais consegue entrar lá portando uma arma de fogo. Se a tal porta existisse antes, teria poupado o meu tio do trauma de estar na mira do assaltante.

    Ele está errado ? Eu acho que não. A firma é particular (os donos que ditam as regras de ingresso no recinto), a vida é dele (e a cabeça que ficou na mira da pistola também) e a nossa segurança pública é uma porcaria. Por isso, acho perfeitamente compreensível a instalação de tantos aparatos de segurança (alarmes, detectores, etc…). Existem reclamações a respeito do detector que ele instalou, mas tente convencer alguém que ficou com uma pistola na cabeça durante 1 hora a não utilizar tal aparato…

    E outra: em locais públicos, como museus, teatros, estádios, acho necessário os detectores simplesmente para a segurança do público em geral. Eu acho que o que faz um lugar IMPORTANTE para ser protegido não é o fato deste mesmo lugar pertencer à Justiça, ou ser o gabinete de alguma autoridade, mas sim o fato deste lugar tem um alto trânsito de pessoas. Para mim, não importa se é o gabinete do presidente ou um museu particular. Na minha opinião, a intenção destas fundações é a proteção das outras pessoas que frequentam a mesma fundação, afinal, se um tiroteito for iniciado, o público da fundação (nós), por exemplo, vai ficar no meio do fogo cruzado.

    Agora…
    Concordo que é chato ser revistado.
    Concordo que é um pé no saco ver um segurança particular se comportando como se fosse um militar altamente treinado.
    Concordo que alguns seguranças particulares são arrogantes.
    Concordo que isso me desestimula a visitar certos locais.
    Concordo que as revistas são invasivas e constrangedoras.
    Concordo com tudo isso, e muito mais…

    Mas enquanto o Brasil não for uma Suécia em termos de índice de criminalidade, controle de vendas de armas de fogo e educação da população, vejo que tais aparatos (como os detectores de metal) são necessários para coibir ações criminosas aqui e ali…

    Infelizmente…

    Abraços

  7. Antonio Alberghini disse:

    Eu concordo com o Marcelo e também com o Leandro. O problema é que nós pessoas honestas que queremos carregar um canivete para uso utilitário temos que pagar o preço de uma situação provocada por criminosos!

  8. Leandro Garcia disse:

    Exatamente!
    Provocada por criminosos e também por governantes ineptos, que não fizeram políticas eficientes de repressão ao crime.

    E pensar que ainda queriam que votássemos “sim” ao desarmamento…

  9. Marcelo Pereira disse:

    As ponderações levantadas por Leandro Garcia são relevantes, principalmente o exemplo citado de seu tio.
    Porém, creio que é preciso fazer uma distinção entre local particular(como a empresa do parente do Leandro) onde o proprietário impõe as regras de acesso que entender necessárias; e local privado de acesso público(muitas vezes até de ingresso pago) no qual o particular não pode se comportar como se fosse delegado do poder estatal.
    Embora a segurança pública no Brasil esteja em colapso e o controle sobre as armas de fogo seja efetuado apenas e tão somente nas de origem legal na posse de pessoas honestas, penso que não se pode admitir, mesmo tacitamente, que particulares imponham aos cidadãos regras de conduta.
    Até as instituições bancárias, locais que há muito tempo e por razões justificáveis têm detetores de metal, não podem criar embaraços contrangedores para que as pessoas acessem os bancos, razão pela qual em São Paulo já existe uma lei(ainda não aplicada na prática) que determina a colocação de armários individuais para que os visitantes guardem seus “objetos”.
    Então talvez a solução razoável seja essa, quer dizer, quem quiser evitar o acesso de pessoas “armadas” a certo ambiente, que coloque armários individuais e trancados para se evitarem aborrecimentos.
    O que não se pode admitir é um cidadão impondo ao outro comportamento; já basta o que o Estado impõe…

  10. Leandro Garcia disse:

    Esta idéia dos armários é muito boa mesmo!

  11. Leandro Jardim disse:

    Boa tarde a todos,

    O tópico não é tão polêmico, pois trata-se da preferência de porte de lâminas com ou sem assinatura magnética.

    Todavia, tornou-se polêmica no que tange a portabilidade em locais públicos ou privado com acesso público.

    No meu entender, apesar de não ser um especialista, as facas sem assinatura magnética são melhores no que diz respeito a portabilidade discreta e necessário.

    Quero adquirir uma faca ou canivete sem assinatura magnética, pois, o acesso ao Poder Judiciário aqui em Brasília de pessoas portando facas ficou muito “constrangedor”… Varios colegas advogados ou ate mesmo magistrados e promotores estão passando livremente e vc, com o seu canivete de uso diário, está dando explicações…

    Acredito que a tecnologia está a serviço de todos, tanto de pessoas honestas, como de marginais…

    Agora, imcube as autoridades e particulares a diferenciação… Entrar com canivete no forum para ser ouvido como testemunha é uma coisa, mas entrar com uma faca sem assinatura digital para tentar um resgate de preso é outra coisa bem diferente.

    As lâminas sem assinaturas magnéticas são ideais para quem precisa transitar sem ser notado. Mas, espero que não saquem uma faca no meio de um forum ou banco para cortar laranja??? Seria um absurdo, apesar de lícito…

    Abraços
    Leandro

  12. Leandro Garcia disse:

    Mauro

    Proponho um tópico inédito para participação do pessoal, com a pergunta :

    “Como você afia o seu canivete ? E suas facas ? Qual é a sua técnica, o seu afiador, ou aquele segredo para deixar a lâmina como navalha ??”

    Acho que o pessoal vai participar em peso, respondendo e interagindo! Inclusive você poderia sugerir amoladores tbm, com fotos dos produtos. Pelo menos o pessoal que não tem vai encomendar alguns!

    Abraços

  13. Leandro Jardim disse:

    Concordo com o Leandro Garcia…

    Alias, já tinha sugerido tópico semelhante em Julho passado, quando solicitei Micro-X ao Mauro…

    Tenho certeza que será um assunto produtivo a ser debatido por todos no blog, em especial aos profissionais como o próprio Mauro e o Marcelo Pereira…

    Felicidades a todos
    Leandro Jardim

  14. Sandro Mollica disse:

    Olá pessoal.

    Porto diariamente, já a alguns anos, dois canivetes: um Gerber (não sei o modelo exato) e um Spyderco Native (da série em 440V). Nunca tive problemas para entrar em bancos ou outros locais com portas detectoras (em aeroportos sempre achei melhor despachá-los na bagagem, para evitar possíveis aborrecimentos). As portas que “enfrentei” até hoje não os detectaram.

    Estas portas e detectores manuais funcionam com assinatura magnética? Neste caso, metais não ferrosos são invisíveis a eles?

    Abraço a todos.

    Mollica

  15. Marcelo Pereira disse:

    Os detetores de metal usados em arcos(portas) são programados para acusar a quantidade que se quiser. Na prática, calcula-se o mínimo que uma arma de fogo teria, daí porque às vezes pequenas lâminas passam de maneira “invisível”.
    Contudo, nada impede que sejam aferidos para apontar até pequenas quantidades de metal. Já vi em aeroportos até fivelas de cinto ativarem o sistema.
    Que eu saiba, só o titânio não é detectável.

  16. Marcelo Pereira disse:

    Um aviso aos eventuais usuários de lâminas em titânio: elas não são completamente “invisíveis” aos detetores de metal!
    Descobri isso ontem, ao testar uma faca de titânio do Leonardo Dutra num detetor manual, calibrado para qualquer quantidade de metal.
    Na verdade, o titânio não é detectável nos aparelhos tipo portal porque estes são calibrados para acusar uma quantidade mínima de metal que corresponderia a uma arma de fogo ou mesmo uma faca. Como os elementos metálicos magnéticos que compõem a liga de titânio são em pequena quantidade, eles não são normalmente detectáveis.
    Contudo, um detetor manual que faz uma busca a curta distância e praticamente em contato com a pessoa acusa qualquer metal em qualquer quantidade.
    Portanto, fica o aviso para que ninguém passe constrangimento ou tenha que se explicar.

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