Canivete tático ou de uso pesado?

O Leandro Jardim (Brasilia, DF) pergunta as diferenças e semelhanças entre os canivetes Emerson Commander (tópico abaixo) e Spyderco Military.
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Ao mesmo tempo o Adailton C. Silva (Caxias do Sul, RS) questiona sobre o que seria um canivete tático e um de uso pesado.
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Aproveitando, coloco este tópico aqui para quem quiser colaborar com as explicações.
(clique nas imagens para ampliar e observar os detalhes.)

15 respostas para “ Canivete tático ou de uso pesado? ”

  1. Leandro Garcia disse:

    A diferença básica entre as categorias de canivetes é a FINALIDADE / FUNÇÃO.

    Os canivetes táticos possuem a função básica de atender a demanda da atividade militar e policial. Portanto, sua finalidade primária é o combate (ataques, defesas, lutas), e também eventuais ocorrências nas áreas policial ou militar em que sejam necessário o uso de um objeto cortante (cortar qualquer material).

    Em razão desta finalidade primária (luta) os canivetes táticos possuem algumas características essenciais, tais como:
    * cor preta ou escura, inclusive a lâmina (para não ser visto pelo inimigo e não refletir luz - facho de lanterna),
    * revestimento em teflon ou outro anti-aderente (para deslizar melhor o corte),
    * ponta altamente perfurante (para vazar coletes ou tecidos grossos),
    * travas de segurança na lâmina (para aguentar a pressão dos golpes, sem fechar),
    * cabo anatômico de material anti-derrapante (para não escorregar no golpe, inclusive com o uso de luvas),
    * pino ou reentrância na lâmina para o saque rápido (para um saque rápido, em uma situação de perigo),
    * corte semi-serrilhado (não obrigatório, mas muito importante para o corte de materiais fibrosos),
    * furo no cabo (para passar uma corda ou cabo fiel).

    Claro que podem existir outras características, conforme o modelo e o fabricante, mas no geral, em canivetes táticos é isso acima mencionado.

  2. Leandro Garcia disse:

    Já canivete de uso PESADO seria qualquer outro de construção sólida, com eixo e pinos reforçados, de modo a ter uma peça que “aguente o tranco”.

    Não importa tanto a cor e o tamanho. E o formato da lâmina é determinado pela atividade em que ele será empregado, sendo alguns em formato curvo (pescadores), outros sem ponta (mergulhadores), outros com serrilhado (vaqueiros), outros para estripar (caçadores), etc…

    Lembrando sempre que existem mais variantes e características, dependendo do modelo e do fabricante.

    Ah, e todos, sendo táticos ou de uso pesado, são feitos com ligas metálicas de qualidade, para manter o poder de corte (fio) e a durabilidade da lâmina por maior tempo possível, inclusive com resistência à corrosão.

    Abraços pessoal!

  3. Marcelo Pereira disse:

    Definições perfeitas.

  4. Leandro Jardim disse:

    Marcelo Pereira,

    Fiz uma indagação, no início do tópico, sobre as diferenças, semelhanças e custo-benefício entre o Commander x Spyderco Military…

    Sei que vc é proprietário de um Military, então, se possível, gostaria de sua manifestação sobre esta pergunta…

    Abraços,
    Leandro

  5. Leandro Garcia disse:

    Obrigado Marcelo Pereira :)
    É a insônia… a gente fica postando no blog ao invés de ir dormir, hehe…

    Ah, Mauro, muito legal a iniciativa de por uma caneta BIC na foto… dá pra ter uma noção exata do tamanho da peça.

    Abraços

  6. Paulo Henrique Freire disse:

    Olá pessoal,

    Certamente não sou a pessoa mais abalizada para tecer maiores comentários comparativos entre os dois modêlos. Até porque o Leandro Garcia já fez um comentário bem abrangente ao qual só acrescentaria que algumas unidades militares especializadas tem uso para um canivete de uso pesado. O Military é mais de ação e o Emerson mais de serviço, nenhum dos dois tem opção para canhoto (não sei se é o caso) mas noto que a desmontagem do Emerson é facilitada por usar parafusos Philips e Fenda larga (como em armas) que são mais facilmente encontradas no mercado nacional.

    Abraços

  7. Marcelo Pereira disse:

    Prezado Leandro:

    Eu até nem ia me manifestar porque o Mauro está exatamente no momento vendendo o Emerson na página da Taymo. Assim, não gostaria de opinar minha preferência exatamente pelo Military, que é apenas o melhor canivete de ação tática já fabricado de modo industrial.
    Não que o Emerson não seja bom; pelo contrário, é muito bom, mas o Military é perfeito em tudo.
    Embora não despreze canivetes de uso pesado, minha escolha é mesmo por peças de combate. Neste sentido, o Military reúne todas as melhores características, como perfil estreito, peso reduzido, lâmina afiada de bom tamanho, trava altamente confiável e abertura macia, além de um preço compatível(pelo menos nos EUA) pela excelente qualidade da peça.
    Enfim, melhor que um Military só dois.

  8. Antonio Alberghini disse:

    Mesmo tendo 3 Military e um Emerson Commander mini, na minha opinião os melhores táticos são o Gerber Applegate e o Al Mar Sere 2000. Pois na minha opinião a ponta do Military é muito fina e não sei como se comportaria quabdo muito solicitada. Outros ótimos táticos são os Columbia River, com preços mais acessíveis, e os Masters of Defense, com preços proibitivos. Para uso pesado tem muitos otimos: Spyderco Manix, Chinook I e II, Camillus, Ka Bar, etc. Agora um canivete que na minha opinião é um ótimo utilitário-robusto é o RAT Ontario-Randall Folder mod. 1 (4 posições da clip, drop point. flat ground e super afiado).
    Antonio

  9. Marcelo Pereira disse:

    Penso ser muito difícil conseguir quebrar a ponta de um Military cortando ou furando um bandido. Como é uma peça de uso tático, está perfeitamente dmensionado para tanto.
    Agora, se a finalidade de uso for cortar galhos, arrancar ferraduras, alavancar objetos, etc…, aí é melhor utilizar algo mais adequado, ou seja, um canivete de uso pesado.

  10. Tiago Campos disse:

    Caros amigos do blog:

    Concordo com as diferenciações dadas pelo amigo Leandro a respeito dos canivetes táticos x uso pesado, baseada na função primária a que ele se destina. Gostaria apenas de ressaltar que qualquer canivete tático que se preze tem que ser plenamente capaz de realizar tarefas de uso pesado; caso contrário, ele é frágil demais para ser tático.
    Isso porque sua função, como lembra o amigo Leandro, é atender ao combate e às diversas ocorrências policiais e militares e precisa, acima de tudo, “aguentar o tranco”. Ou seja, antes de mais nada, um canivete tático não pode só ter a capacidade de combater, mas também tem que dar conta da EMERGÊNCIA, como cortar cinto de segurança, cortar lata etc.

    Nesse sentido, ainda acho que o amigo Antônio tem razão de se preocupar com a ponta do Military. Ela até pode dar conta de furar um oponente, mas não sei se ela não entorta diante de uma inesperada jaqueta grossa ou colete à prova de balas. Acho que este defeito foi superado pelo desenho de ponta do Spyderco ATR.

    Concluindo, todo tático pertence à categoria uso pesado, mas nem todo pesado necessita ser tático.

    Um grande abraço a todos.

  11. Flávio Bravin disse:

    Caro Marcelo,
    Acredito que para estas últimas finalidades que você citou seria melhor utilizar ferramentas específicas pois é mutio fácil destruir qualquer lâmina arrancando ferraduras ou alavando objetos, eu mesmo já perdi um Spyderco Police por acreditar que ele aguentaria uma alavanca. De qualquer forma acredito que a robustez de uma peça está proporcinalmente alinhada com a sua finalidade. Não é por que é uma peça de trabalho pesado que aguentará todas as proezas que imaginemos fazer. Faça um uso equacionado da sua lâmina que você terá ela por longos anos.
    Abraços
    Flávio Bravin

  12. Marcio Kurvar disse:

    Ola, eu concordo plenamente com o Thiago ¨TODO TÀTICO PERTENCE A CATEGORIA USO PESADO, MAS NEM TODO PESADO NECESSITA SER TATICO¨
    Um abraço a todos.

  13. Marcelo Pereira disse:

    Continuo não acreditando ser possível entortar ou quebrar a ponta do Military cortando uma jaqueta grossa de tecido ou couro sem partes metálicas, ou furando um colete à prova de bala(até o nível 3, é claro, excluídas as placas de cerâmica dos coletes para tiros de fuzil). Pago um novo para quem fizer isso na minha frente.
    Ademais, é óbvio que não vou usar um canivete para o trabalho de um machado, ou um pé de cabra.
    A discussão pendeu para considerações hipotéticas que são imponderáveis, pois se partirmos para exemplos extremos do tipo “se atirar no canivete”, ” se um elefante pisar nele”, etc., é óbvio que não haverá canivete que resistirá, seja tático ou pesado.

  14. Leandro Garcia disse:

    Nesse aspecto, concordo com o Marcelo.

    Tem que existir uma finalidade, e esta finalidade tem que ser respeitada. É óbvio que existem facas mais robustas e maiores que canivetes, que podem ser usadas como cutelo ou martelo, mas no geral isso não se aplica a canivetes, em razão do seu tamanho. Falta peso e estrutura !

    No manual do CRKT M-16 que eu tenho, tem uma seção que indica “Do and Dont´s” (Fazer e não fazer), e eles explicam, de forma clara, que o canivete existe para CORTAR (Cut) e ponto final, e não para alavancar, martelar, torcer, bater, apoiar, etc…

    Acredito que, se for usado apenas para cortar (passando) e estocar (furando), qualquer canivete tático (CRKT Military, Spyderco Military, Emerson, Gerber, etc…) dá conta do recado facilmente, sem risco de danificar a lâmina.

    Canivete é canivete, machado é machado, faca é faca, cutelo é cutelo… e por aí vai.

    Abraços

  15. Silvio Menezes disse:

    Concordo com alguns colegas de que os canivetes têm as funções de cortar e perfurar, e outros utilitários, como os ‘multi-tools’, servem para inúmeras funções.

    Diariamente, porto EDC’s para todas as possíveis situações que possam ocorrer, sendo que se aparecer um parafuso para colocar ou retirar, tenho o material apropriado, assim como, de inopino, se tiver que preparar um gostoso ‘arroz de carreteiro’ (típico de nossa culinária gaúcha), ou outra comida, certamente terei um canivete apropriado para o momento (Endura, Military, Delica), mesmo sendo até mesmo canivetes táticos, mas, para essas situações, não seriam menoscabos, tendo em vista o nobre fim à que seriam utilizados.

    Portanto, faço minhas as palavras do colega Leandro Garcia: “Canivete é canivete, machado é machado, faca é faca, cutelo é cutelo… e por aí vai.”

    Saudações!

    Silvio Menezes,
    Rio Grande - RS.